Entrevista ao Jornal Sol: “A inteligência dos dados ao dispor das IACS e dos seus profissionais”


2019-10-11

Anne Geubelle, Administradora da Prologica, em entrevista ao Jornal Sol, explica como é que as tecnologias inteligentes permitem a transição do setor da saúde, e em particular das Infeções Associadas aso Cuidados de Saúde (IACS), para modelos mais orientados para a prevenção e valor em saúde.

 

Destaques da entrevista:

SOL: Como descreveria a Prologica, a sua missão e objetivo no mercado? Quais as suas valências e áreas de atuação?

AG: “A Prologica é uma empresa portuguesa especializada em tecnologias de informação que desenvolve e implementa soluções baseadas em dados para impactar a área da saúde. O nosso objetivo é desenvolver soluções geradoras de conhecimento e valor que visam capacitar os profissionais de saúde e ajudá-los a tomar decisões mais  informadas e de forma mais ágil (…) Acreditamos que a adoção das nossas soluções vai contribuir para a democratização do acesso às tecnologias inteligentes e facilitar a transição do setor da saúde para modelos mais orientados para a prevenção e a personalização dos cuidados dos pacientes”

 

SOL: Como é que estes sistemas de análise de dados podem otimizar resultados, direcionar recursos e antecipar eventos de infeção?

AG: “A utilização de sistemas inteligentes com alarmística e algoritmos de previsão sobre os dados operacionais e clínicos no âmbito das Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS), permite aos profissionais de saúde do Programa de Prevenção e Controlo das Infeções e de Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA) atuarem de forma mais rápida, eficaz e eficiente. A título de exemplo, na nossa solução Meliora Infeções é possível aos profissionais de saúde “navegar”, de forma geoespacial, por todas as camas das unidades (doentes infetados ou não) e saber toda a sua informação clínica, sem sair do seu local de trabalho. Para além disso, e fazendo uso das mais avançadas técnicas de inteligência artificial, já é possível monitorizar em contínuo todos os dados dos pacientes e emitir alertas preventivos da potencial deterioração da sua situação infeciosa, permitindo desta forma priorizar e direcionar os profissionais e recursos disponíveis para as situações mais emergentes.”

 

SOL: Como é que a inteligência artificial pode ser um instrumento útil nas IACS?

AG: “Os sistemas informáticos em saúde, do presente e do futuro, têm que ser mais proativos e ir um pouco para além do óbvio ou da apresentação da informação, caminhando no sentido de apresentar informação inteligentemente – do tipo, esta é a informação que merece a sua atenção. Além disso, devem também ser capazes de monitorizar, analisar e correlacionar diretamente toda e qualquer informação sobre os pacientes, de forma que seja possível inferir preventivamente situações e padrões para que o profissional de saúde, munido deste conhecimento e destaque, as possa antecipar e evitar.

 

SOL: Da vossa experiência, esta visão global é já uma realidade no nosso SNS? Se não, a que distância estaríamos e quais os desafios para lá chegar?

AG: “Os principais desafios passam essencialmente pela adoção de tecnologias e sistemas que permitam garantir esta visão no presente, mas também potenciar o futuro da saúde e a sua sustentabilidade e valor, através do que de melhor a tecnologia tem para oferecer, nomeadamente a incorporação da inteligência artificial no dia-a-dia nas decisões em saúde. Adicionalmente, na nossa opinião, consideramos que é essencial que os profissionais de saúde sejam envolvidos e façam parte deste processo de mudança, pois o resultado será exponencial se assim for.”

 

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

 

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